O bem me quer seria conseguir mudar

Apenas acordar e no reflexo um outro riso

Não mais bonito, visivelmente mais intrigante

no entanto, a Margarida pouco entende o mar

e as novas ondas não sentem o praiar.

A ultima pétala é mal me quer

                                      recuso ou uso?


Mesmo quando em revoada, solitário é o pássaro que voa. 
São tantas as possibilidades quando se há na mente, liberdade.

O Destino rei 

Era noite, não como uma, das mil e uma, mas Sherazade, a bailarina, contava sua história enquanto sua alma movia seu corpo ao som do qanun. Tendo o luar como exclusiva companhia, o momento era como pausado no tempo, até que absorvida, não percebeu o quanto seguia e depois de um longo e perfeito deslocamento, seus pés tocaram algo mais permanente, ela cessou os movimentos.

Largado no meio do descampado o punhal jurou que seu antigo companheiro era agora defunto, ele não imaginava que na verdade havia sido esquecido. Tristonho, sentindo-se solitário foi o toque dos pés daquela que bailava que recuperou seu luzente, e o punhal voltou para a companhia da cintura.

Logo depois de topar com o imponente punhal, a bailarina não teve outra escolha senão trazê-lo consigo, afinal ele era por demais elegante para permanecer entre os desmazelados. E assim, com ele enlaçado em sua cintura, continuou a reverenciar o luar.

O grão de café assim que caiu do saco de estopa sabia, tal ação era presente do destino, a felicidade não escondeu a gratidão, mesmo sabendo que algo em troca estava por vir. 
Quando Sherazade pisou no púrpuro grão, foi transformada na mais bela monarca, borboleta.

Conto publicado no Sweek, clique aqui e leia tb por lá ;)

Tudo no universo começa com três, não sei dizer o porquê, talvez seja culpa do dúbio, ou quem sabe do paralelo, afinal nada é mais pretensioso do que duas coisas que não se tocam, como a lavanda e o café, a suavidade e o entusiasmo. Se por acaso existissem somente os dois, ela e ele nunca viveriam esse conto de amor.

Todas as manhãs, ela despertava macia, quase tão lenta quanto a pena surfando na brisa, a calmaria exalava por entre sua delicada beleza lilás. Ela passava pelas horas feliz, no entanto, nada sabia sobre o êxtase.

Já para ele, as manhãs eram como as migrações dos gnus, agitadas, animadas, perigosas. Sempre foi concretizador, mas nunca conseguiu experimentar a tão famosa serenidade.

A vida seguiria assim, um em cada ponta do viver, por sorte, ou melhor por mando do grande universo, depois de uma longa noite de calor intenso, o amanhecer recebeu a incomum visita do decidido vento e este arrastou consigo uma pequena porção lilás apenas para entregá-la ao sumo negro postado entre a circular terracota. A infusão de um com o outro provocou tamanho equilíbrio que sua força sucumbi a dualidade, ela e ele aprumaram a trindade e o novo ser aflorou, se apaixonou.

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Quando a gente reza, não é o cara lá em cima que precisa ouvir, e sim,  nosso eu mais profundo.

Como uma flor sem pétalas
             não é que não é bela
                          é apenas incompleta. 

Um minuto e o mundo é outro
Como algo sem tempo,
marcado pelo eterno buraco.

E esse vazio domina a matéria,
fazendo o corpo projetar inúmeras desavenças.

Resta então ofensas....


Um minuto e o mundo é outro
Como algo repleto de tempo,
marcado pela ausência do buraco.

E esse absoluto domina a matéria,
fazendo o corpo projetar inúmeras euforias

Resta então alegria .....


Tudo sempre Altera... por isso espera....




Um sopro, refrescância
A alma enriquece, não pela matéria, elegância
Novos olhares despertam e desaprendem, pantomimam.
Viva a troca, saímos da toca. 
Permita-se viajar por entre ideias.... Um mundo novo sempre a espera....


Permita-se viajar por entre as ideias.... Um novo mundo sempre a espera....


.... dança que embala os melhores sobressaltos da vida.


Um galho
      como braço te abraço 

 E suas folhas     
não anseiam mais desvendar terra outra 

 Somos presos no infinito perfeito    
aquele que conhece o agora 

 Sentimos tudo  e enquanto    
   tardar o frutificar     
  viveremos entre o prelúdio e o fastígio.


Entre um dia e outro esqueça-se do tal suposto. 
Abra os olhos
Por vezes
A grama é cinza
A árvore despida
O fruto putrefato
Parece como tudo no buraco
Sufoco
Vem outro dia
caso perceba o forasteiro satisfeito
menospreze sua influidez
e quem sabe sensatez. 





No amor,
   A gente pira
  A gente gira
  A gente Grifa
                    todas as melodias
                                      em um só dia!

No caminho descompensado, a vontade de parecer importante.